Corpo de Dança do Amazonas. Abertura: Companhia Moderno de Dança.

  • 20:00
  • TEATRO SCHIVASAPPA - Av. Gentil Bitencourt, 650 - Batista Campos, Belém - PA, 66035-340




Corpo de Dança do Amazonas

Direção: Getúlio Lima

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Corpo de Dança do Amazonas, o constante movimento

O Corpo de Dança do Amazonas (CDA) foi criado em 1998 pelo Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, para compor os Corpos Artísticos do Teatro Amazonas. A companhia mantém desde então uma programação artística com repertório diverso, tendo como objetivo apresentar a variada cultura local por meio da pluralidade da dança contemporânea. Para isso tem realizado criações com a colaboração de artistas convidados do Brasil e do exterior.

O CDA é referência em dança contemporânea no estado. Atualmente, o grupo está entre as grandes companhias de dança do Brasil, pela qualidade técnica e artística que sempre apresenta em seus trabalhos. Em seu repertório o grupo contém mais de 50 obras de diversos coreógrafos brasileiros e estrangeiros.

Através de suas ações visa a difusão da dança contemporânea, o aprimoramento técnico e artístico, a pesquisa, o desenvolvimento de projetos artístico-culturais e a formação de um público crítico, que receba em cada apresentação a qualidade, a energia e a paixão que a companhia tem no seu jeito de dançar.

Desde sua criação, as direções artísticas que passaram pelo CDA procuraram realizar intercâmbios com artistas, professores e coreógrafos convidados. Esse processo de troca de experiências proporciona ao artista refletir sobre ser, estar e agir no mundo, construindo e reconstruindo suas concepções artísticas e sua atuação na sociedade. Desde o ano passado, o comando deste Corpo que dança está nas mãos, nos pés e na cabeça de Getúlio Lima, que já havia dividido a direção artística com Monique Andrade de 2007 a 2014.

A urgência em que vivemos atualmente, resultado do mundo globalizado, nos proporciona conhecer outras culturas por intermédio das novas tecnologias de informação e comunicação. Dessa forma, entende que hoje se faz necessário uma companhia de dança em que seus integrantes possam desenvolver múltiplas funções, pautadas na linguagem direta com a comunidade, com prática de montagem e adaptações locais para que possa desenvolver uma planilha de difusão com ações que ofereçam espetáculos em todos os espaços possíveis de atuação (teatros, praças, ginásios, quadras de esporte, instituições, auditórios), além de atividades educativas, de atividades de fomento, produção, discussão e reflexão da arte da dança.

Programa

 

“A Sagração da Primavera” (2013), de Adriana Goes e André Duarte
Duração 36 min

Release
A Sagração da Primavera é uma obra que retrata a visão fugaz de um ritual pagão eslavo no qual uma jovem dança até a morte, como oferta ao Deus da Primavera. Com música de Igor Stravinsky, Sagração foi concebida originalmente por Vaslav Nijinsky para a companhia Ballets Russes, do empresário Sergei Diaghilev e, tanto música como coreografia, revolucionaram a arte desde então.
Os coreógrafos Adriana Goes e André Duarte retiram a obra do seu contexto inicial e fazem uma releitura imersa na cultura indígena: a sagração se passa no Ritual da Moça Nova, cultura característica da tribo Tikuna, onde uma jovem índia, ao menstruar pela primeira vez, é retirada do convívio social e no período de reclusão a menina moça, Worecü, dedica-se a trabalhos manuais intimamente ligados às mulheres.
Worecü passa por rituais onde lhe arrancam os cabelos e amarram seus membros, a fim de simbolizar a morte do corpo infantil e nascimento do corpo adulto. Os índios são responsáveis pela confecção do local de reclusão e de alguns adereços usados pela moça nova.
Munidos desses elementos, os coreógrafos ambientam A Sagração da Primavera sob o ponto de vista de Worecü. Ao mesmo tempo em que receia a solidão e a violência contra seu corpo, ela anseia por esse momento importante da sua vida: a passagem para a vida adulta.

Adriana Goes e André Duarte

 


Fotos

Apresentações