Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, Coro e Solistas

  • 20:00
  • THEATRO DA PAZ - Rua da Paz, s/n - Centro, Belém - PA, 66017-210




Sinfonia Nr. 2, A “Ressurreição”, de Gustav Malher

Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, Coro e Solistas

Regente Titular: Miguel Campos Neto

Solistas: Ana Lúcia Benedetti e Kézia Andrade

Coro

OSTP Alexandre Nogueira20

Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, divulgação

Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz foi criada em 1996, numa iniciativa da Secretaria Executiva de Cultura (SECULT) com a parceria da Fundação Carlos Gomes. Os maestros Andi Pereira (RS), Barry Ford (EUA), Mateus Araujo (SP) e Enaldo Oliveira (PA) foram seus titulares. Atualmente, a OSTP tem no maestro paraense Miguel Campos Neto seu regente titular. Estiveram à frente da OSTP, como convidados, renomados maestros como Patrick Shelley, Roberto Duarte, João Carlos Martins, Luis Fernando Malheiro, Silvio Viegas, Abel Rocha, Flávio Florence e Carlos Moreno, dentre muitos outros. Como solistas atuaram com a orquestra Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Miguel Proença, Emmanuele Baldini, Antonio Del Claro, Adriane Queiroz e Atalla Ayan. Em 1999, gravou o CD “Arthur Moreira Lima interpreta Waldemar Henrique”, destacando três compositores locais: Serguei Firsanov, Tynnôko Costa e Luiz Pardal.

Integrada à vida cultural de Belém, a OSTP realiza concertos mensais no Theatro da Paz, participa do Festival Internacional de Música da Fundação Carlos Gomes e do Festival de Ópera do Theatro da Paz, tendo executado dentre outros títulos Macbeth, Rigoletto e La Traviata de Verdi, A Viúva Alegre de Lehár, Pagliacci de Leoncavallo, A Flauta Mágica de Mozart, Carmen de Bizet, Romeu e Julieta de Gounod, O Barbeiro de Sevilha de Rossini, Madamma Butterfly, Gianni Schicchi, La Bohème e Tosca de Puccini e Il Guarany de Carlos Gomes. Os oratórios Magnificat de J. S. Bach e Stabat Mater de Rossini, a 5ª Sinfonia de Shostakovich, além de A Floresta do Amazonas e o Choros nº 10 de Villa Lobos estão entre as grandes performances da OSTP, que teve na realização do ciclo integral das nove sinfonias de Ludwig van Beethoven, em 2006, um dos pontos altos em sua trajetória. Em 2005, iniciou o processo de descentralização de suas atividades, por meio do projeto “Pará Sinfônico – A Orquestra nos Municípios”, tendo se apresentado em Castanhal, Santarém, Vigia, Tucuruí e Capanema, dentre outras cidades.

Em 2008, gravou o seu primeiro DVD, registro de uma das melhores fases de seu amadurecimento artístico. Atualmente celebra 20 anos de importante colaboração artística no cenário orquestral brasileiro.

 

Gustav-Malher

Gustav Malher, divulgação

Sinfonia Nº 2 em Dó menor, de Gustav Malher (1860-1911)

A grande obra do compositor austríaco foi escrita entre 1888 e 1894. Trata-se da primeira sinfonia em que Mahler usa a voz humana, na última parte. Apesar de sua origem judia, Mahler sentia fascínio pela liturgia cristã, principalmente pela crença na Ressurreição e Redenção. A obra propõe responder à pergunta: “Por que se vive?” e narra a derrota da morte e a redenção final do ser humano. Escrita para grande orquestra, tem duração aproximada de 80 minutos e é composta por 5 movimentos: 1) “Totenfeier”: Allegro maestoso. Mit durchaus ernstem und feierlichem Ausdruck; 2) Andante moderato. Sehr gemächlich. Nicht eilen; 3) In ruhig fliessender Bewegung; 4) “Urlicht”. Sehr feierlich, aber schlicht; 5) Im Tempo des Scherzos. Wild heraus fahrend (‘Aufersteh’n’).

O primeiro movimento é sobre a morte; no segundo a vida é relembrada; o terceiro apresenta as dúvidas quanto à existência e ao destino. No quarto movimento o herói readquire a sua fé e a esperança, e finalmente, no quinto e último movimento ocorre a Ressurreição, na forma imaginada pelo compositor.

 

 

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Ana Lúcia Benedetti, divulgação

Solista: Ana Lúcia Benedetti

Natural de São Paulo. Estudou com os professores de Canto, Hildalea Gaidzakian, Marcos Thadeu e Regina Elena Mesquita. Tornou-se Bacharel em Canto pela Faculdade Mozarteum na classe de Francisco Campos Neto. Atualmente faz correpetição com Rafael Andrade e aperfeiçoa-se com o M° Gabriel Rhein-Schirato, com a soprano Eliane Coelho e orienta-se com Isabel Maresca. Conquistou o 1° lugar no IX Concurso Maria Callas; Melhor Voz Feminina no IV Concurso Carlos Gomes; 3° lugar no IX Concurso Bidu Sayão. Participou como Santuzza (Cavalleria Rusticana) no Teatro Municipal de Santiago/2015; como Olga (E. Onegin); Emília (Otello) e Albine (Thaïs) no Theatro Municipal de São Paulo/2015; como Ulrica (Un Ballo in Maschera) no Palácio das Artes de Belo Horizonte/2013, dentre outras óperas. Na música de concerto destacou-se em Réquiem de G. Verdi (Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Palácio das Artes de Belo Horizonte/2016); Nona Sinfonia de Beethoven (Sala São Paulo entre outros teatros); Gala Verdi (Teatro Castro Alves/2013); Oratório de Natal de C. Saint-Säens (Sala São Paulo/2011), e outras. Trabalhou sob a regência de J. Neschling, G. Sabbatini, Roberto Tibiriça, Luiz Fernando Malheiro, Jacques Delacôte, Alain Guingal, Silvio Viegas, José Luis Domínguez, J. M. Galindo, Mauro Wrona e Marcelo Ramos.

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Kézia Andrade, divulgação

Solista: Kézia Andrade

Soprano paraense, Bacharel em Música Sacra com ênfase em canto, Kézia Andreade é professora de música na Academia de Artes Equatorial e coordenadora técnica e cantora do Curso de Ópera da Fundação Carlos Gomes. Esteve no programa de formação de cantores Ópera Viva em Verona/Itália. Ganhou o prêmio de 1º Lugar no IX Concurso Dóris Azevedo do Conservatório Carlos Gome. Foi semifinalista no 14º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas. Participou como solista no XIV Festival de Ópera do Theatro da Paz, no Recital dos Cantores Líricos Paraenses e no Concerto de Encerramento do Festival. Foi solista convidada no concerto em comemoração aos 138 anos do Theatro da Paz e 111 anos de Waldemar Henrique. Dentre seus papéis já atuou como “Suzana” da ópera Le Nozzesdi Fígaro de W. A. Mozart, no XXVIII Festival Internacional de Música do Pará, pelo Ópera Estúdio da Fundação Carlos Gomes; “Violeta” da ópera La Traviata de G. Verdi no Theatro da Paz em comemoração aos 58 anos da UFPA. Foi solista convidada em concertos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz como: Concerto em comemoração à Heitor Villa Lobos, onde cantou “Bachianas Brasileiras Nº 05”; Concerto – 4ª Sinfonia de Mahler; Concerto “A OSTP e o Canto Lírico Paraense”; e Concerto “Assim falou Zaratustra – Obras de Richard Strauss – As Quatro Últimas Canções. Recentemente interpretou a personagem Dona Elvira da Ópera Dom Giovanni, no XVI Festival de Ópera do Theatro da Paz.

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Maestro Miguel Campos Neto

Miguel Campos Neto, divulgação

Regente Titular: Miguel Campos Neto

A OSTP tem como regente titular o maestro Miguel Campos Neto. Após sua estreia na Ópera Salomé em novembro de 2012, a crítica especializada considerou Campos Neto um maestro que “dá ritmo teatral e fluência ao espetáculo e sabe recriar a linguagem musical específica dos personagens principais” (João Luiz Sampaio, O Estado de S. Paulo). Atualmente regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, da Orquestra Jovem Vale Música e da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (UFPA), Campos Neto, além de ser um dos fundadores da Chelsea Symphony de Nova York também atuou cinco anos como diretor artístico e regente titular da sinfônica nova-iorquina.

Como convidado regeu inúmeras orquestras: Orquestra Sinfônica de Porto Rico, The Mannes Orchestra, Franz Liszt Orchestra Academy e recentemente a Orquestra do Festival de Mulhouse na França. Miguel Campos Neto, mestre do violino (bacharelado e mestrado) e da regência orquestral (mestrado), formou-se na Mannes College of Music de Nova York. Detentor de grande experiência, já dividiu os palcos com grandes solistas como Nelson Freire, Antonio Meneses, Robert Bonfiglio, e Emmanuelle Baldini , e dirigiu óperas como “La Traviata” e “Navio Fantasma”.

 

 

 

Programa

Sinfonia Nº 2 em Dó menor, de Gustav Malher (1860-1911)


 

Apresentações